06 set 2015
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Esqueça os pontos fracos das pessoas, deixe-as em paz

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Esqueça os pontos fracos das pessoas, deixe-as em paz. Querer mudar isso é perda de tempo.

Se o ponto fraco da pessoa não tem a ver com a atividade que ela exerce e os resultados que ela consegue, é obrigatório relevar isso.

Na maioria das empresas há uma tendência grande em enxergar as falhas e deficiências dos funcionários, e insistir para que elas mudem.

Os RHs das empresas são campeãs em “enquadrar” as pessoas em avaliações e mais avaliações e pouco, muito pouco se muda entre uma e outra.

Pessoas raramente mudam alguns tipos de comportamento. Pessoas são o que são, têm algo que nasceu e vai morrer com elas, ou algo que adquiriram num certo momento da vida profissional e pessoal, e isso dificilmente pode ser mudado de verdade.

Sim, elas podem aprender inglês, legislação tributária ou programas eletrônicos, podem aprender sobre giro de estoques, e como agradar o chefe, mas não podem aprender a ter espírito de liderança ou vocação para vendas, por exemplo.

Ou elas têm isso ou não têm. E ponto final. Mudanças estruturais são raras e só acontecem quando algo muito sério acontece. Um fumante em geral só para de fumar quando é diagnosticado com câncer, um viciado em drogas só as larga quando perde bens, a família, o trabalho… e assim por diante.

Os grandes administradores miram os pontos fortes, o talento natural, a essência intransferível de cada um, o que cada pessoa tem de melhor – e ajudam cada funcionário a desenvolver esse talento.

Nos últimos 20 anos foram elaborados, milhares de princípios, sistemas, teorias, hipóteses e paradigmas para destrinchar os mistérios da liderança e da administração de empresas.

Simplesmente nenhuma funciona completamente. Nenhuma delas é completa o suficiente, e a grande dificuldade é saber o que usar e o que jogar fora. Em suma, é preciso não apenas separar o joio do trigo – mas, uma vez feita a separação, saber usar todo o potencial possível  do trigo.

Grandes administradores acreditam que habilidades e conhecimentos específicos são importantes, mas que o que decide mesmo o jogo é o talento que cada um tem.

Mas talento, para eles, tem uma definição muito especial: é algo que toda e qualquer pessoa, possui. É a própria essência da pessoa, seus padrões recorrentes de comportamento, pensamento e sentimento.

É uma espécie de impressão digital da alma. Nenhum talento é igual a outro, porque uma pessoa é diferente da outra, e todo tipo de talento é importante. E quanto mais diversidade de talentos houver em uma empresa, melhor ela será.

O grande desafio que os melhores gestores do mundo têm conseguido vencer é encontrar a pessoa certa, com o talento certo, para desempenhar o papel certo.

Essa visão, em resumo, é o principal segredo dos executivos. Eles a colocam em prática todos os dias, e é isso que os faz tão diferentes. O resto é o resto.

E aí na sua empresa, as avaliações insistem em te enquadrar ou, ao contrário revelam todo o seu potencial e como capitaliza-los? Conte-nos sua experiência.

por André Medeiros
que cansou de ver gente frustrada com as avaliações de RH que forçam a barra querendo mudar as pessoas que não vão mudar.

André Medeiros
About André Medeiros

André Medeiros é sócio na Thinkers - Consultoria em Gestão. Especializada em pequenas, médias e empresas familiares.

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